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Em busca da minha poesia plagiada por Hemilton Afonso
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VOLTEI : May 6, 2009
VOLTEI! (Rogério Martins Simões) Venho dos limites do tempoDe uma galáxia qualquerJá fui mar, já fui ventoAgora sou pensamentoAparado em dado momentoNo ventre de uma Mulher! Meu corpo é magistral!Brutal! Perfeito! Soberbo!De início não era verboAgora sou o verbo ser Tenho comigo segredosSegredos do universoTransporto no corpo recadosEscrevo em forma de verso.Venho dos limites do tempoNão sei o que fui e sou:Deserto? Nascente?Já fui Norte, já fui SulPó astral, mar azul!Luar, estrela cadente. Eu me vou!Partirei num cometa qualquerE serei novamente pôr-do-sol.Cor-de-rosa, aloendro, malmequer! Voltei...Já cá estou…Agora sou pensamentoNascido em dado momentoDo ventre de uma Mulher! 23-09-2004 18:39Aldeia do Meco (Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos” – e pode ser copiado seguindo o link no lado direito no meu blog POEMAS DE AMOR E DOR

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Jun 7 11:42 AM
 
ROMASI DA POESIA
A 1ª fase poética vem dos meus tempos de luta estudantil.
Se falo tantas vezes na tinta, nos poemas, foi a recordação da tinta e da água com que dispersavam os manifestantes Escrevi alguns poemas molhado.
Escapava por entre na multidão e vi muitos companheiros a apanhar “porrada”. Nunca fui apanhado! (ou não viesse a ser campeão nacional de atletismo pela equipa do Sporting Clube de Portugal)
Depois, conheci relatos (verdadeiros), da outra tinta vermelha de sangue, com que os presos políticos escreviam, no Aljube, a palavra LIBERDADE.
Esta fase marcou e definiu meus passos.
Como era e sou católico participei em todas as manifestações da JOC (Juventude Operária Católica).
Recordo-me de ouvir e cantar, às escondidas, as canções do Luís Cília na JOC (edifício da Sé).
A 2ª fase vai do 25 de Abril de 1974 até a ter escrito, em 1984, o poema intitulado “ A minha poesia de homem solto”. Este poema foi para mim uma ode poética ao trabalho e com ele encerrei esta fase.
Estou na 3ª e última fase, a fase mais madura, mais poética, e infelizmente com algum sofrimento à mistura
Os males que se reflectem no corpo e não atingem a alma são pequenos comparados com outros males que perpassam junto de nós e nos agridem no dia-a-dia.
Pois é… ser poeta é sofrer.
Onde estão os sonhos de Abril? Onde pára a alegria deste povo que sofre na carne a miséria e a injustiça.
Onde param as promessas dos sucessivos governos e políticos que não cumprem. Não queria beliscar – trazer para aqui palavras duras, que me secam a boca que me trazem amargura e revolta. Eu sei que sou sonhador! Que quero um Mundo melhor: sem fome, sem guerras mas sobretudo sem miséria.
Onde estão os empregos para o exército de desempregados. E os empregados não estão mal pagos, explorados e cheios de miséria encoberta?
Eu sei que sou poeta! Mas, não será verdade, são sempre os trabalhadores que pagam a crise: e o povo aguenta!
São sempre os trabalhadores que pagam os impostos: e o povo aguenta!
Finalizo este meu desabafo, escrito ao sabor da pena e da mágoa, com um pensamento que escrevi no meu livro de poesia rasgada a que chamei renovação:
“Vivias num bairro de lata e agora sobram-te telhas”
Rogério Simões
24/12/2004

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